Por que falar do coração quando falamos de diabetes?

O diabetes pode afetar vasos sanguíneos e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. O risco também é influenciado por pressão arterial, colesterol, tabagismo, sono, alimentação, atividade física, histórico familiar e outros fatores.

Isso não deve ser motivo para culpa ou pânico. Conhecer essa relação permite acompanhar melhor a saúde e conversar com a equipe de atendimento sobre um plano adequado à sua realidade.

Cuidar vai além da glicemia

A glicemia é importante, mas não é o único número que merece atenção. Pressão arterial, colesterol e triglicerídeos também ajudam a avaliar a saúde cardiovascular.

Consultas regulares permitem revisar exames, medicamentos e metas pessoais. Não interrompa nem altere tratamentos por conta própria, mesmo quando os resultados parecerem bons.

Alimentação possível para o coração

Não é necessário transformar cada refeição em uma lista de proibições. Vale priorizar vegetais, feijões e outras leguminosas, fontes de proteína, alimentos ricos em fibras e gorduras insaturadas, ajustando as porções de carboidratos ao seu plano individual.

Reduzir o excesso de sal, açúcares adicionados, gorduras saturadas e produtos muito processados pode ajudar. O mais importante é construir escolhas que possam ser repetidas na vida real.

Movimento também conta

Caminhar, dançar, fazer exercícios em casa ou interromper longos períodos sentados são maneiras de incluir movimento. A melhor atividade é aquela que seja segura e possível para você manter.

Quem tem dor no peito, falta de ar fora do habitual, tontura, limitações importantes ou complicações do diabetes deve pedir orientação profissional antes de iniciar ou intensificar exercícios.

Sinais que pedem atendimento rápido

Dor ou pressão no peito, falta de ar intensa, suor frio, náusea, fraqueza súbita, desmaio ou dor que se espalha para braço, costas, pescoço ou mandíbula podem indicar uma emergência.

Os sintomas podem variar. Diante de sinais importantes ou súbitos, procure o serviço de emergência da sua região; não espere passar sozinho.

Sem medo e sem culpa

Cuidar do coração não exige perfeição. Acompanhamento regular, medicamentos quando prescritos, alimentação possível, movimento e atenção aos fatores de risco formam um conjunto de proteção.

Escolha um cuidado de cada vez. O objetivo é viver melhor, não transformar o diabetes em uma cobrança permanente.

Fontes consultadas

Acompanhe o Fiquei Diabética